Brasil quer triplicar exportação de lácteos Imprimir E-mail
Escrito por Redação | Agência de Notícias Brasil-Árabe   
Qua, 30 de Setembro de 2015 08:30

São Paulo – A produção brasileira de leite vai receber investimentos de R$ 387 milhões até 2019 para melhorar a competitividade do setor e ampliar mercados no Brasil e no exterior. Um programa anunciado nesta terça-feira (29) pelo governo brasileiro tem como uma das metas triplicar as exportações.

Antônio Araújo/Mapa

Kátia Abreu lançou programa na Embrapa

O projeto Leite Saudável é uma parceria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O foco principal da exportação será explorar os mercados da China, que compra 14% de toda a produção mundial de leite, cerca de US$ 6,4 bilhões ao ano, e da Rússia, que importa US$ 3,4 bilhões.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Brasil exportou de janeiro a agosto deste ano US$ 294,3 milhões no segmento, com queda de 17% sobre o mesmo período de 2014. O valor inclui, além de leite e laticínios, produtos como ovos de aves e mel.

O principal foco do programa é promover a ascensão de 80 mil produtores da cadeia, com aumento de renda e melhoria da competitividade e qualidade do leite. As ações previstas estão baseadas em sete eixos: assistência técnica gerencial, melhoramento genético, política agrícola, sanidade animal, qualidade do leite, marco regulatório e ampliação de mercado.

Produtores dos estados de Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que são os principais produtores de lácteos do Brasil, vão ser beneficiados pela iniciativa. Os detalhes do programa foram anunciados pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) nesta terça.

Os produtores terão cursos técnicos e de gestão, receberão visitas mensais de técnicos que farão supervisão das propriedades e cronograma de capacitação para os trabalhadores da área. Também haverá treinamento para transportadores de leite e outros operadores da cadeia de laticínios.

Na área de genética serão selecionados agricultores com potencial para adoção das práticas de melhoramento genético. O objetivo é ampliar em 30% a 40% o uso de inseminação artificial e fornecer embriões geneticamente melhorados para 2.400 propriedades rurais.

Haverá linhas de acesso a crédito facilitado e juros subsidiados para a área. Para ampliar a produtividade serão intensificados programas de controle e erradicação de doenças como Brucelose e Tuberculose Animal. Será disponibilizado ainda um sistema de inteligência para gerenciar dados de qualidade do leite, em parceria com a Embrapa. O Mapa vai atualizar e adequar legislações do setor para garantir a qualidade de produtos e a saúde pública.