Commodities agrícolas Imprimir E-mail
Escrito por Redação | Valor Econômico   
Qua, 30 de Setembro de 2015 08:37

Produção menor Novos sinais de uma oferta de açúcar menor que a

esperada garantiram que os preços da commodity subissem na bolsa

de Nova York. Os contratos do demerara para março de 2016

registraram alta de 8 pontos, a 12,46 centavos de dólar a libra­peso. A

trading inglesa Czarnikow projetou um déficit de oferta de 4,1 milhões

de toneladas na safra global 2015/16, que começa em 1º de outubro. A

estimativa anterior era de 1,7 milhão de toneladas. Na Índia, a

associação das usinas calculou uma produção de 27 milhões de

toneladas no ciclo 2015/16, 1 milhão a menos que a avaliação anterior. A queda do dólar perante o real também

colaborou para oferecer sustentação ao açúcar. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal

subiu ontem 1,06%, para R$ 54,37 a saca de 50 quilos.

Sem forças Os preços do cacau voltaram a perder terreno ontem na

bolsa de Nova York, ainda em meio às incertezas com o crescimento

global e a proximidade da colheita no oeste da África. Os lotes para

março de 2016 caíram US$ 56, a US$ 3.185 a tonelada. Os analistas

temem que o crescimento da China no segundo trimestre tenha ficado

em torno de 5%, o que pode afetar o consumo por chocolate. A

desvalorização das moedas em países emergentes, como Brasil e

Rússia, também é vista como ameaça ao potencial de demanda. Além

disso, a proximidade da colheita no oeste da África adiciona pressão ao mercado. No mercado doméstico, o preço

médio do cacau nas praças de Ilhéus e Itabuna (BA) teve alta de R$ 2, para R$ 147 a arroba, de acordo com a

Central Nacional de Produtores de Cacau.

Piso em sete meses Os futuros do suco de laranja recuaram ontem

pela oitava sessão seguida na bolsa de Nova York com o menor receio

com o clima na Flórida e aproximação da colheita das variedades

precoces. Os lotes do suco de laranja concentrado e congelado para

janeiro de 2016 caíram 10 pontos, para US$ 1,079 a libra­peso, o

menor valor desde 19 de março. Em oito pregões, a queda acumulada

foi de 1.530 pontos. O clima tem se mantido favorável para os

pomares na Flórida. As projeções apontam que a nova safra será a

menor em 50 anos. Porém, a progressiva diminuição do consumo nos Estados Unidos, que já dura dois ano e

meio, compensa o aperto na oferta. Em São Paulo, o preço médio da laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq

subiu 0,48%, para R$ 12,47 a caixa de 40,8 quilos.

Alta técnica Os investidores da soja buscaram uma recuperação

ontem em Chicago, véspera da divulgação de novos dados de estoque

nos EUA. Os contratos para janeiro de 2016 subiram 6,75 centavos,

para US$ 8,875 o bushel. Estima­se que o Departamento de

Agricultura do país (USDA) vá divulgar que os estoques em 1º de

setembro tenham ficado entre 5,79 milhões e 5,85 milhões de

toneladas, contra 2,53 milhões de um ano atrás. A colheita está

avançada e já chegou a 21% da área plantada, mas os traders

voltaram­se à leve perda de qualidade reportada pelo USDA na segunda­feira. As áreas em condições "boas" a

"excelentes" representam 62% do total. No Paraná, o preço médio subiu 1,29%, a R$ 71,98 a saca, segundo o

Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.