Commodities agrícolas Imprimir E-mail
Escrito por Redação | Valor Econômico   
Qui, 01 de Outubro de 2015 08:55

Alta expressiva A alta inesperada da gasolina, a queda do dólar e o

vencimento do contrato para outubro impulsionaram os preços do

açúcar demerara ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para março

de 2016 avançaram 42 pontos, para 12,88 centavos de dólar a librapeso.

Ainda que a elevação de 6% da gasolina na refinaria promovida

na virada da noite de terça para quarta­feira pela Petrobras possa ter

baixo impacto no preço do etanol, a surpresa foi suficiente para

motivar a alta. Quanto ao vencimento do contrato de outubro, foram

entregues 23 mil lotes equivalentes a 1,2 milhão de toneladas à trading asiática Wilmar International de açúcar

brasileiro. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,09%, para R$

54,42 a saca de 50 quilos.

Novo ciclo Chuvas no oeste da África, às vésperas do início da

colheita da nova safra, aumentaram a pressão sobre os preços do

cacau na bolsa de Nova York ontem. Os contratos da amêndoa para

março de 2016 caíram US$ 68, a US$ 3.117 por tonelada ­ foi a quinta

sessão seguida de baixa. Oficialmente, a safra 2015/16 começa hoje, e

a perspectiva é que a produção na África Ocidental sofrerá uma

pequena redução, ditada por um possível resultado menor na Costa

do Marfim. Na safra recém­encerrada, de 2014/15, a colheita da região

somou 2,978 milhões de toneladas, de acordo com cálculo do Ecobank, queda de 7% ante o ciclo anterior, mas o

terceiro maior volume da história. Em Itabuna e Ilhéus, o preço médio continuou em R$ 147 a arroba, conforme a

Central Nacional de Produtores de Cacau.

Influência dos estoques Os preços da soja subiram ontem pela

segunda sessão consecutiva na bolsa de Chicago, embalados por

estoques menores que o esperado nos EUA. Os lotes para janeiro

fecharam em alta de 6,50 centavos, a US$ 8,94 por bushel. Ontem, o

Departamento de Agricultura americano (USDA) indicou que

estavam estocados no país 5,2 milhões de toneladas de soja em 1º de

setembro, o maior volume em quatro anos. Porém, o número ficou

abaixo das apostas mais pessimistas dos analistas, de 5,79 milhões

de toneladas. O USDA também cortou em 1,1 milhão de toneladas a previsão para a produção da oleaginosa na

safra 2014/15 (já encerrada), a 106,87 milhões de toneladas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq

para a saca no Paraná ficou em R$ 78,86, com queda de 1,25%.

Decepção com oferta Os números do Departamento de Agricultura

dos Estados Unidos (USDA) para os estoques e a colheita de trigo no

país impulsionaram o trigo nas bolsas americanas ontem. Em

Chicago, os lotes para março de 2016 avançaram 8,25 centavos, a US$

5,195 o bushel. Em Kansas, onde se oferta o trigo de melhor

qualidade, os papéis com igual prazo de entrega subiram 6,75

centavos, a US$ 5,1625 o bushel. Segundo o USDA, havia 56,85

milhões de toneladas em estoque no país em 1º de setembro, aquém

do esperado. A safra de 2014/15 foi reduzida para 55,85 milhões de toneladas, com 22,5 milhões de toneladas de

trigo para panificação. Segundo Terry Reilly, da Futures International, os dados deram "um pouco de apoio" aos

preços. No Paraná, o preço médio caiu 0,11%, para R$ 35,63 a saca, segundo o Deral/Seab.