Empresas brasileiras são as mais expostas a redução de rating na AL Imprimir E-mail
Escrito por Rodrigo Rocha | Valor Econômico   
Qui, 01 de Outubro de 2015 08:56

SÃO PAULO ­ A agência de classificação de risco Standard and Poor’s (S&P) indicou que as companhias

brasileiras são as mais expostas à redução de rating na América Latina, por conta de ser o país com mais

empresas com perspectiva negativa na região.

“O Brasil é o mais provável para ‘downgrades’ corporativos, principalmente em setores como de construção, no

caso das companhias com alta alavancagem, e no setor de óleo e gás. E não só a Petrobras, mas as companhias

que prestam serviço a ela”, afirmou Eduardo Uribe, gerente de análise de rating corporativos da S&P para a região,

em conferência.

Uribe citou a importância de redução da alavancagem e, em casos específicos, dos investimentos para reduzir os

riscos das companhias.

No setor de commodities, a agência apontou risco “médio” para as companhias latino­americanas do setor, uma

vez que cerca de metade das empresas possui grau de investimento.

O representante da S&P indicou ainda que espera que os preços de cobre e alumínio continuem a cair por conta da

redução da demanda chinesa. Uribe destacou, no entanto, que a região possui custos competitivos e que

companhias em outros mercados devem ter de encerrar suas atividades antes, levando a um reequilíbrio do setor.

A agência também comentou o riscos da Operação Lava­Jato para as companhias de engenharia do Brasil,

citando a maior dificuldade para acesso a crédito. “Vemos um impacto por conta da Lava­Jato. Nesse caso, os

principais desafio são o planejamento dos financiamentos, a revisão da flexibilidade financeira e a diversificação

geográfica, para reduzir os riscos”, indicou Uribe.