Na Colômbia, Monteiro diz que economia depende da base aliada estável Imprimir E-mail
Escrito por Andrea Jubé | Valor Econômico   
Sex, 09 de Outubro de 2015 08:09

BOGOTÁ ­ O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Armando Monteiro Neto,

confirmou nesta noite, em entrevista coletiva em Bogotá – onde aterrissou ao lado da presidente Dilma Rousseff

para a visita de Estado à Colômbia ­, os termos do principal acordo de comércio com o país vizinho, que permitirá

a redução a zero da tarifa de importação de uma cota de veículos fabricados no Brasil. Sobre a reunião ministerial

que Dilma comandou nesta quinta­feira, Monteiro disse que os aliados têm que mostrar “solidariedade” ao

governo e que isso se reflete na economia.

“Todos têm que ter, evidentemente, uma posição de solidariedade em relação ao governo”, disse o ministro, que

participou da reunião ministerial no Palácio do Planalto. “O compromisso é estabilizar a base de apoio, que é

também a condição para estabilizar a economia”.

A presidente Dilma Rousseff desembarcou em Bogotá, na companhia de Armando Monteiro e do chanceler Mauro

Vieira, por volta de 23h30 (horário local), e não quis falar com a imprensa, que aguardava no hotel.

Coube a Monteiro destacar o esforço brasileiro de aproximação comercial com a Colômbia, que avançou, nos

últimos anos, nos tratados de livre comércio com os Estados Unidos, com a União Europeia e os países da costa

do Pacífico. Ele confirmou o acordo para zerar a alíquota de exportação de uma cota de veículos automotivos

fabricados no Brasil.

“Vamos firmar agora, nessa visita, um acordo automotivo, que inicialmente se dá com o estabelecimento de uma

cota, e dentro da cota temos tarifa zero”, adiantou.

O Brasil também tenta antecipar o cronograma do acordo de livre comércio com a Colômbia, que prevê alíquota

zero de importação para os produtos brasileiros somente a partir de 2018.

“O grande desafio é descongelar o cronograma de desgravação (das alíquotas) que estava congelado, mas a partir

do acordo que fizemos (nos setores) têxtil e siderúrgico, vamos antecipar de tal modo que o comércio esteja

integralmente desgravado até 2017”.

Monteiro Neto disse que a visita marca um “relançamento da relação do Brasil com a Colômbia”. Segundo o

ministro, o desafio é aproximar o Brasil dos países da região do Pacífico na América do Sul. “Em relação ao Chile,

já temos comércio desgravado, o desafio agora é acelerar com Peru e a Colômbia, construir essa ponte no interesse

dos dois blocos.