Commodities Agrícolas Imprimir E-mail
Escrito por Redação | Valor Econômico   
Sex, 09 de Outubro de 2015 08:12

Safra da Flórida Os futuros do suco de laranja subiram pela

terceira sessão seguida ontem na bolsa de Nova York, na véspera da

divulgação da primeira estimativa do Departamento de Agricultura

dos Estados Unidos (USDA) para a safra da Flórida de 2015/16. Os

lotes do suco concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês)

para janeiro caíram 210 pontos, a US$ 1,118 a libra­peso. Segundo

Jack Scoville, do Price Futures Group, os traders acreditam que o

órgão deve projetar uma quebra de produção de 4 milhões de caixas

ante 2014/15, quando a colheita somou 96,7 milhões de caixas. Os pomares do Estado continuam sendo atacados

pelo greening. No mercado doméstico, o preço da laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq registraram alta

de 0,47%, a R$ 12,80 a caixa de 40,8 quilos.

Apostas otimistas As cotações do algodão perderam terreno ontem

na bolsa de Nova York, ante apostas de que o Departamento de

Agricultura dos Estados Unidos eleve suas estimativas de oferta na

safra 2015/16 no relatório de hoje. Os lotes para dezembro em baixa

de 0,53%, ou 33 pontos, a 61,72 centavos de dólar a libra­peso. De

acordo com uma pesquisa conduzida pelo The Wall Street Journal, os

analistas esperam que o USDA aumente sua projeção para a colheita

nos EUA para 2,94 milhões de toneladas, aumente a estimativa de

exportações para 2,19 milhões de toneladas e eleve a previsão de estoques finais para 674 mil toneladas. No

mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,06%, para R$

2,3597 a libra­peso.

De olho no USDA O pregão da véspera da divulgação do relatório

mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

foi de queda das cotações da soja na bolsa de Chicago, refletindo

vendas técnicas e dos produtores. Os contratos para janeiro recuaram

8,75 centavos, para US$ 8,8625 o bushel. Após as altas recentes, os

investidores especulativos buscaram embolsar os lucros, enquanto os

produtores tentaram desovar parte de sua produção. Acredita­se que

o órgão reduzirá seu cálculo para a área colhida. De acordo com Pedro

Dejneka, sócio­diretor da consultoria AGR Brasil, o relatório deste mês é o mais importante para as perspectivas

de produção dos EUA em 2015/16. No mercado interno, o preço da soja no Paraná caiu 0,63%, para R$ 69,54 a

saca, de acordo com o Deral/Seab.

Queda em Chicago O mercado do milho repetiu ontem o

comportamento do dia anterior e exibiu perdas na bolsa de Chicago,

com os ajustes finais antes do Departamento de Agricultura dos

Estados Unidos (USDA) divulgar seu relatório mensal. Os contratos

para março recuaram 4,5 centavos, para US$ 4,0175 o bushel. O

levantamento semanal das vendas externas dos EUA mostrou

números fracos e não sustentou as cotações. Na semana encerrada dia

1º de outubro, os americanos acertaram a exportação de 519,7 mil

toneladas, queda de 31% ante a semana anterior. Segundo analistas, este é um momento em que as vendas dos

americanos costumam estar em seus patamares máximos. No mercado interno, o preço médio no Paraná recuou

2,61%, para R$ 25,03 a saca, de acordo com o Deral/Seab.