Exportação de petróleo pelos EUA é aprovada na Câmara Imprimir E-mail
Escrito por Da Redação | O Globo   
Sáb, 10 de Outubro de 2015 08:53

RIO - As petroleiras dos EUA diminuíram o número de sondas de petróleo pela sexta semana, a maior sequência de declínios desde junho, um sinal de que os preços baixos — nesta semana, o barril ficou na casa de US$ 48, acima —continuam a manter as petroleiras mais cautelosas. Enquanto os produtores reduzem a capacidade operacional, os exploradores podem encontrar outro canal de escoamento para o combustível nas exportação do óleo. A venda externa é proibida há 40 anos, mas a Câmara dos Representantes aprovou, nesta sexta, uma proposta para liberá-la. A pauta, contudo, enfrenta resistência da Casa Branca.

Afetando a capacidade produtiva futura, as petroleiras removeram nove sondas na semana encerrada em 9 de outubro, levando a contagem de sondas total para 605, disse a empresa de serviços de petróleo Baker Hughes em relatório. Foi o menor número desde julho de 2010. As empresas cortaram um total de 61 sondas ao longo das cinco semanas anteriores. Desde que atingiu uma alta história de 1.609 sondas um ano atrás, as reduções na contagem semanal de sondas foram, em média, de 20.

Apesar do desânimo dos produtores, o barril teve valorização nos últimos dias. A cotação média de US$ 48 ficou acima da registrada na semana passada, US$ 45, devido a preocupações em relação à entrada na Rússia no conflito sírio.

EXPORTAÇÃO NO HORIZONTE

A Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, aprovou o fim do embargo às exportações por 261 votos a 159. Os defensores da proposta argumentam que o aumento na produção do óleo e de gás natural tornou obsoletas as restrições, criadas na década de 70. O presidente da Câmara, o republicano John Boehner, disse que derrubar o veto reduziria os preços dos combustíveis, criaria empregos e estimularia a economia.

Chefe da Comissão de Energia e Comércio, o também republicano Fred Upton, disse que os tempos mudaram e que a política do país deveria adotar a nova realidade de abundância do combustível. Já na Casa Branca, a pauta deve encontrar resistência. Embora o governo de Barack Obama afirme “respaldar uma política energética de múltiplas opções, suas ações não correspondem a isso”, disse Upton.

A Casa Branca tem dito que a proposta é desnecessária e argumenta que a decisão de encerrar ou não o embargo às exportações cabe ao secretário de Comércio.

Opositores da proposta destacam que a medida beneficiaria principalmente as grandes petroleiras:

— A proposta é um presente inescrupuloso aos gigantes do petróleo, às custas dos consumidores americanos — disse a democrata Katy Castor.

Ela argumenta ainda que a venda externa resultará em preços mais altos para a gasolina, no mercado interno, e beneficiará a China e outros rivais. Também democrata, Jan Schakowsky diz que a medida é desnecessária num momento em que os EUA seguem importando barris de petróleo diariamente.

A proposta segue agora para o Senado.